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Cadê os trabalhos científicos em África?

Não é notícia que a África é um continente com graves problemas na saúde pública, problemas estes que diferem muito dos que tem Europa ou Norteamerica. Curiosamente é lá onde mais trabalhos publicam, junto com a Ásia. Inclusive escrevem sobre temas que deveriam em princípio, ser prioridade dos africanos, por tratar-se de doenças que afectam ao  continente. Em 2004 fiz uma pesquisa na Internet sobre as infecções mais frequentes no aparelho locomotor infantil. Os poucos trabalhos publicados em África Subsariana, foram da África do Sul, da Nigéria e alguns da Zâmbia e Malawi.

Publicar trabalhos científicos em medicina é essencial. Há países em que unicamente os médicos que publicam trabalhos científicos podem candidatár-se às vagas  como docentes. Publicar ou morrer, o axioma na comunidade médica norte-americana.

Tudo trabalho cientifico esta associado a uma preparação bibliográfica que actualiza os conhecimentos. Há muitos trabalhos científicos sendo realizados em toda a África. No entanto, às vezes eles podem ser mais difíceis de encontrar do que os trabalhos científicos realizados em outras partes do mundo, por várias razões. Alguns fatores que podem afetar a visibilidade dos trabalhos científicos realizados na África incluem:

  • Falta de acesso à Internet: Em algumas partes da África, acesso à Internet pode ser limitado, o que pode dificultar a publicação e a disseminação de trabalhos científicos.
  • Falta de recursos: Muitas instituições de pesquisa na África podem enfrentar dificuldades em obter recursos financeiros e materiais para realizar pesquisas. Isso pode levar a menos trabalhos científicos sendo publicados.
  • Baixo número de revistas científicas na África: Existem algumas revistas científicas na África, mas o número é geralmente menor do que em outras partes do mundo. Isso pode significar que há menos oportunidades para publicar trabalhos científicos na região.
  • Barreiras linguísticas: Muitos trabalhos científicos são publicados em inglês, mas muitas pessoas na África não falam inglês como primeira língua. Isso pode dificultar a leitura e o entendimento de trabalhos científicos publicados em outras línguas.

É preciso alterar esta situação. Independentemente das condições em que trabalhamos, nos médicos temos que pesquisar e publicar. É lógico que desenvolver nossa actividade num ambiente que estimule e possibilite a investigação científica seria óptimo, mas não podemos esperar. Só com a investigação e os  trabalhos científicos é que vamos a encontrar as respostas para “os nossos problemas”.

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Dr. Castilho. Ortopedista. Pediátrico Adultos

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